
Certa vez Carlo Goldoni falou: “O
mundo é um belo livro, mas é pouco útil a quem não sabe ler”, e me pergunto: Só
o mundo é um belo livro? Por que não dizer também que um belo livro é um mundo
na mão de quem sabe ler?
A leitura engrandece, enriquece e
dignifica um homem, levando-o a viajar, e entrar em outros mundos que não são
seus, sem ter o poder de dizer algo que possa mudar os acontecimentos, apesar
de muitas vezes querer entrar nas páginas e ser um personagem, só para dizer:
olha não faz assim, ou foi ele, entre infinidades de coisas. Gostamos sempre de
ter o poder em nossas mãos, o poder das escolhas, das influências, do tentar
levar as coisas para o nosso jeito, mas a leitura nos mostra algo além desses
poderes imediatistas, um poder esquecido por nossa geração, o poder do
conhecimento e da experiência, sabemos para onde quereremos ir, mas não nos
preocupamos com o caminho, e ler é um GPS para vida, e para aqueles que vivem
por amar, podem achar uma boa ferramenta de condução, a ferramenta Nicholas
Sparks.
“Há momentos em que desejo fazer
o tempo voltar e apagar toda a tristeza, mas eu tenho a sensação de que, se o
fizesse, apagaria também todas as alegrias” como não recordar das doces
palavras de Landon Carter, em Um amor para recordar, acreditar que
milagres realmente existem, e como também não dizer que podemos mudar e ser
mudados pela força de um amor puro e sincero?
Como não se deliciar lendo Querido
John? , e comprovar a mudança causada pelo amor, e também perceber que o
amor muda, e que: “As memórias podem ter uma presença física, quase viva...” ,
e nos embalarmos na história de John e Savannah, e sabermos que nossas escolhas
podem mudar nossas vidas.
Por falar em escolhas, falamos de
Gabby e Travis, e a inquestionável pergunta de até onde devemos ir em nome do
amor? Em A escolha, sentimos o poder das consequências sobre nossas
opções, e até onde nossas escolhas podem nos levar.
Embalados por escolhas, e
consequências, também nos permitimos recordar a incomparável história de Diário
de uma paixão. “Não sou nada especial, disso estou certo. Sou um homem
comum, de pensamentos comuns, e vivi uma vida comum. Não há monumentos
dedicados a mim, e o meu nome, em breve será esquecido, mas amei outra pessoa
como toda a minha alma e coração, e para mim, isso sempre bastou” , como não se
apaixonar por essa doce história de Noah e Allie, e saber que o amor se renova
a cada manhã.
Agora, que conhecemos um pouco de
Noah, imagine-se ser genro de um homem incomparável, e não conseguir ser nem um
pouco romântico, e deixar a essência do seu amor quase apagar, sobrevivendo a
um cotidiano, e chegando a si perguntar o porquê de alguém tão especial, amar a
alguém que não dá motivos para ser amado. Em o casamento, podemos
refletir sobre o que a rotina pode levar a um casal, e aprender com Wilson
Lewis que nunca é tarde para se recomeçar.
Aprender a lhe dar com o destino,
e entender a força que ele pode agir sobre sua vida, também não é tão fácil, e
nas páginas de um homem de sorte, vemos que coisas simples, às vezes,
nos levam a experiências extraordinárias, e é o que Thibault percebe, e que a
sorte pode ter um conceito diferente daquele que imaginamos. Se tratando de
destino e de “sorte” também podemos citar uma carta de amor, e o poder
que coisas simples podem ter em nosso futuro, e recordar a esperança de
encontrar alguém especial, quando menos esperamos, e de sonhar com um: felizes
para sempre...
Esperança, alegria, sacrifício e
perdão, ingredientes imprescindíveis para a receita do amor, e em Noites de
Tormenta, aprendemos que todos os ingredientes são necessários para que o
gosto seja mantido, e temos a oportunidade de aprender que o amor não tem
idade, e nem época, mas acontece quando menos esperamos que possa acontecer.
Falando em perdão, e saber que ele é necessário, e que apesar do tempo, somos
confrontados sempre, até nos curarmos, uma curva na estrada, trás uma belíssima
história de perdão, cura e renovação.
Nas certezas o amor se aproxima,
e nas dúvidas ele se revigora, nem sempre as incertezas servem para nos
afastarmos, às vezes duvidar pode nos fazer refletir e até provar a força do
que nos uni, isso é contestado em à primeira vista, e lembramos que o
amadurecimento também acontece na dor.
Mas falando em dúvida, também
podemos falar de outra coisa que nos faz atiçar a curiosidade e desejarmos com
muita força saber o que nos espera a frente, não podemos dizer isso sem citar o
guardião e o milagre, um pouco de suspense e de mistério, pode sim
apimentar uma boa história e nos guiar por estradas prazerosas...
Gerações diferentes também podem
se unir, e Ira e Ruth, Luke e Sophia, nos mostram isso, e que além do
desespero, da dificuldade e até da morte, a força do amor nos guia nesta longa
jornada que é a vida. Sempre que falamos de gerações também lembrando de famílias,
e o quanto elas podem, e influenciam na nossa vida, sendo isso relatado, até
nos romances mais famosos da história, em a última música, aprendemos a
valorizar nossa família, e que o
verdadeiro amor rompe as dificuldades de classes, e supera qualquer dificuldade.
Como também não poder dizer que o
amor é um porto seguro, no qual podemos buscar refugio nos piores
momentos, e que temos sim o poder da escolha e buscarmos aquilo que possa ser o
melhor para nós.
Não podemos falar em o melhor
para nós, sem pensarmos em oferecer o nosso melhor, em o melhor de mim, vemos o
poder do destino novamente, e que o amor pode acontecer de diferentes formas,
porém o mais importante e crucial é darmos aquilo que temos de melhor em cada
um de nós.
E o resgate, bem.. , aí acho que
depois de ouvir tanto do que Nicholas tem pra gente, vocês também devem buscar
essa ferramenta, e saibam sempre que o ontem de alguns pode ser o nosso amanhã,
e conhecer e aprender com o passado com certeza é o melhor jeito de nos prepararmos
para o futuro, e ler é abrir portas para lugares que jamais acharíamos que
poderiam existir, e até onde poderemos chegar, só depende de nós.
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